Benefícios da meditação – a neurociência por trás dessa prática milenar.

Meditar está cada vez mais em alta e não é por menos. Os benefícios da meditação estão sendo descobertos e comprovados cientificamente através de inúmeras pesquisas  feitas em todo o mundo, principalmente nos Estados Unidos.

Eu, particularmente, sinto os benefícios da meditação e do yoga nos meus corpos físico, emocional e mental. Não preciso de provas. Para mim é suficiente observar as transformações no meu próprio ser e no desenvolvimento dos meus alunos, para acreditar no quanto essas práticas são poderosas e trazem muitos benefícios para toda a humanidade.

O que eu acho fantástico em estudos científicos são as descobertas de como a meditação e o yoga atuam no nosso cérebro ou no em outras partes do nosso corpo. Nesse artigo, você vai conhecer algumas  pesquisas científicas relacionadas à neurociência e como os benefícios da meditação podem fortalecer e transformar o nosso cérebro e a nossa mente.

Então, vamos juntos até o final desse artigo descobrir os benefícios da meditação em nosso Sistema Nervoso e como isso pode afetar diretamente vários aspectos da nossa vida.

Para saber mais:

Conheça 11 benefícios do Yoga que vão fazer você querer começar a praticar agora mesmo.

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DO TEMPLO PARA OS ARTIGOS CIENTÍFICOS

A popularização da meditação na Europa e nas Américas vêm acontecendo rapidamente nas últimas décadas. Aqui na América do Sul, o processo ainda é bastante lento. Porém, eu noto uma grande diferença entre o presente e 10 anos atrás quando eu comecei a estudar yoga e meditação.

Muita gente, inclusive na minha própria família, acreditava que meditar era coisa de desocupado e que quem meditava era hippie, vagabundo ou queria ser um monge e viver isolado do mundo.

Graças aos estudos de neurociência (estudo interdisciplinar e integrado do cérebro), atualmente até o meu avozinho de 88 anos sabe que existem benefícios da meditação para o cérebro e que é bastante importante adicionar essa prática à rotina diária.

Todos esses estudos tomaram força quando o Dalai Lama procurou pesquisadores para avaliarem o cérebro de monges tibetanos que praticavam a meditação. Unindo, dessa forma, a neurociência e o Budismo.

“Eu sei que as práticas budistas funcionam, que possuem efeitos positivos no comportamento humano, só não sei como. E é isso que quero descobrir”

Disse o Dalai Lama, quando começou a querer iniciar suas pesquisas.

Monges tibetanos e estudiosos trabalharam juntos durante duas décadas em silêncio. Em 2003 houve a primeira Conferência, liderada pelo próprio Dalai Lama, no Instituto de Tecnologia de Massachusetts, para mostrarem os primeiros resultados de suas pesquisas. Assim, se formou o Dalai Lama Center for Ethics and Transformative Values e muitas pesquisas vieram a partir daí

Antes de falarmos sobre os benefícios da meditação descobertos nesses estudos, você precisa saber que não é necessário ser um monge, nem ser da religião budista, para meditar e usufruir dos seus benefícios.

Os próximos estudos vieram para confirmar isso.

 

BENEFÍCIOS DA MEDITAÇÃO E A  NEUROCIÊNCIA

Agora, eu vou te mostrar uma série de estudos científicos e seus resultados que mostram os benefícios da meditação no campo da neurociência. Realmente, é surpreendente o que a meditação pode fazer com o seu cérebro.

A ínsula e a empatia

Imagens cerebrais feitas por ressonância magnética mostram que a ínsula é energizada por meio da meditação. Mas afinal, o que é ínsula?

A ínsula é uma parte do cérebro que pode ser conhecida também como o quinto lóbulo cerebral. Ela influencia uma grande quantidade de processos básicos e superiores, relacionados com o pensamento abstrato e tomadas de decisões.

Ela participa dos processos de: paladar, olfato, controle visceral, integração da informação emocional e perceptiva, empatia, entre outros.

Essa descoberta é muito importante porque essa parte do cérebro é essencial para a conexão humana. A empatia que promove essa conexão entre os seres, permitindo que surja a compaixão e a bondade.

A meditação fortalece e faz expandir essa área cerebral.

Portanto, os benefícios da meditação, nesse caso, se expandem para a humanidade. Pois, melhora a relação entre os seres.

Redução do estresse

Antes de falar sobre qualquer estudo científico, eu posso dizer que a meditação combate o meu estresse e me faz ter mais qualidade de vida.

É muito nítida a diferença de quando eu estou com uma frequência boa de práticas para quando eu não pratico muito.

Não apenas a meditação, mas também práticas regulares de yoga me fazem sentir muito mais equilibrada e feliz. Por isso, faço de tudo para não romper com as minhas práticas pessoais.

O Centro de Saúde Geraldo de Paula Souza, da Faculdade de Saúde Pública da USP, desde 2011, implantou um programa de redução do estresse baseado na atenção plena.

O psicanalista Rubens de Aguiar Maciel, coordenador da clínica, diz que:

“Com apenas uma semana de meditação já é possível encontrar pequenos benefícios. As relações interpessoais melhoram, o que resulta em um efeito cascata”

Atenção plena, ternura e positividade

A Professora Bárbara Fredrickson, junto com outros colegas da Universidade da Carolina do Norte, provaram que a meditação reforça emoções positivas.

Após 9 semana de treinamento com meditações, os praticantes desenvolveram uma sensação de propósito e sentiram menos sentimentos de isolamento e alienação.

Pesquisadores da Universidade de Rochester, Nova York, descobriram que pessoas mais atentas são mais autônomas. Isso significa que elas não fazem coisas somente porque os outros querem ou porque se sentem pressionadas.

Capacidade de processamento potencial do cérebro

De acordo com um estudo feito na Universidade da Califórnia, em Los Angeles envolvendo 50 meditadores e 50 controles, concluiu-se que meditar pode alterar a geometria da superfície do cérebro. Isso afeta a capacidade de processamento potencial do cérebro, fazendo com que o cérebro processe mais rápido.

Meditação e depressão

Estudos comprovam que a meditação feita por um período igual ou superior a 8 semanas reduz substancialmente a frequência de crises e recaídas.

No Reino Unido, o Instituto Nacional de Excelência Clínica recomenda a prática de meditação para aqueles com histórico de depressão.

O psicólogo Michael Posner e o neurocientista e professor da Universidade de Tecnologia do Texas, Yi-Yuan Tang, mediram a densidade dos axônios de pessoas que começaram a meditar.

Quanto mais densos, maior a capacidade de realizar conexões cerebrais e menores os riscos de sofrer distúrbios mentais, de depressão a esquizofrenia.

“A quantidade de conexões cerebrais está diretamente relacionada à saúde mental. Neste sentido, podemos dizer que a meditação é um exercício para a mente, excelente para deixá-la mais musculosa e prevenir doenças”, afirma o professor Posner.

Melhora da concentração

As áreas do cérebro responsáveis pela memória e concentração ficam mais densas quando se medita, de acordo com estudos de Harvard, Yale e MIT. Eles escanearam cérebros de praticantes de meditação por vários anos e chegaram a conclusão que quanto mais tempo o praticante medita, mais lenta é a redução dessas áreas.

Conclusões:

  • Cada vez mais os benefícios da meditação estão sendo estudados em todo o mundo.
  • Esses benefícios afetam o Sistema Nervoso, principalmente o cérebro. Com isso, o praticante se desenvolve pessoalmente.
  • Outros benefícios da meditação na área da neurociência incluem melhora do processamento do cérebro, concentração e tratamento auxiliar da depressão e sensações de positividade e autonomia.

A meditação é muito poderosa, não é mesmo?

Veja aqui um vídeo que vai fazer você pensar um pouco mais sobre o assunto.

Espero que você tenha gostado desse artigo. Aguardo seu comentário para saber a sua opinião!

Um forte abraço,

Namaste.

REFERÊNCIAS

2 comentários sobre “Benefícios da meditação – a neurociência por trás dessa prática milenar.

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